terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ô, meu Verde Vibrante ..

      Estou eu aqui, olhando para carreiras e glórias . Acho tão estúpido. Ao mesmo tempo, ouvindo “trem do pantanal” e lembrando da sensação boa de estar num lugar de tantas tradições e com um verde tão vivo, que se destaca ao contrastar com a imagem do cerrado que me cerca.  
         Nada contra o cerrado, acho muito digno o bioma. Mas as árvores contorcidas que aqui se encontram me incomodam um pouco. Quero o verde dos rios e o vermelho da arara-azul  que desfila suas cores vibrantes e intimida os pardos galhos do cerrado.  Não quero mais as cores pardas e galhos contorcidos que vi quando cheguei aqui.Que de certa forma, tinha eu me esquecido que existiam. O pardo que tira meu brilho, que não me dá o tempo certo para perfeição. O contorcido que me apressa, que me zomba, que me ri, que não entende. Cansei dos contorcidos, com tanta ignorância . Quero a viveza , o brilho, a vibração mais positiva. A pureza de espírito. A promoção do amor !
         Mas o que me alegra é saber que aqui existem sementes e frutos multiplicadores. E brotos que me deixam com uma energia imensa que propulsiona qualquer atividade. É  como se regasse meu próprio broto, fazendo crescer cada vez mais.
        Queria mesmo é que as arvores frondosas daqui fossem todas pra lá. Deixando os galhos secos que se descobririam incompatíveis com o planeta. Ou que os de lá viessem para cá, trazendo toda a vibração mais linda. Ou então, vindo para uma situação mais passível de ser alcançada,  que as poucas sementes que existam aqui transbordem dentre os galhos secos e contorcidos, mimetizando seus valores e instintos e sobrepujando quaisquer sensações  não desejadas, que possam causar ou interferir nas arvores frondosas e frutíferas

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